Entendendo o estresse

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O estresse é uma resposta natural do corpo diante de situações que percebemos como desafiadoras ou ameaçadoras. Ele pode aparecer por motivos bem comuns, como trabalho, dinheiro, conflitos, doenças, mudanças de vida.

O problema começa quando o estresse fica excessivo ou prolongado. Aí ele deixa de ser um combustível e vira desgaste, afetando o sono, o humor, a concentração e o corpo. 

E, na soma de meses e anos, o estresse e outros fatores psicossociais (como ansiedade, depressão, hostilidade e isolamento social) são considerados fatores de risco para doenças crônicas, como infarto e derrame, além de demência e câncer.

A boa notícia é que dá para reduzir o impacto do estresse fortalecendo aquilo que chamamos de fatores protetores, habilidades e hábitos que mudam a forma como você percebe, processa e responde às pressões do dia a dia.

 Estresse pode ser positivo ou negativo

Nem todo estresse é ruim. O eustresse (“bom estresse”) pode melhorar desempenho e gerar sensação de realização. O distresse (“mau estresse”) é o que pesa: passa do limite, dura demais e começa a adoecer.

Um jeito simples de pensar: o estresse aparece quando, em um momento da vida, os fatores estressores ficam mais fortes do que os fatores protetores.

Então o foco prático não é eliminar o estresse (impossível), e sim aumentar a proteção e capacidade de recuperação.

O que acontece no corpo e na mente quando nos estressamos?

Quando o estresse é acionado, o organismo ativa rapidamente sistemas ligados à emoção e à sobrevivência. O sistema nervoso autônomo e o eixo hormonal hipotálamo–hipófise–adrenal entram em ação e liberam adrenalina, noradrenalina e cortisol, preparando o corpo para “luta ou fuga”.

Na prática, isso gera aumento de frequência cardíaca e pressão arterial, respiração mais rápida, mais tensão muscular, aumento de atenção, aumento de glicose, aumento da coagulação, e uma série de ativações de estruturas do sistema límbico, como as amigdalas cerebrais.

Como o estresse costuma se manifestar

As manifestações variam de pessoa para pessoa, mas geralmente caem em quatro áreas:

  • Físicas: dor de cabeça, tensão muscular, fadiga, problemas digestivos, coração acelerado, insônia.
  • Emocionais: ansiedade, irritabilidade, medo, tristeza.
  • Cognitivas: dificuldade de concentração e de memória.
  • Comportamentais: alteração de apetite, isolamento social, uso excessivo de álcool ou outras substâncias, passividade, agressividade e conflitos nos relaciona

Doenças e problemas de saúde comumente ligados ao estresse

Estresse não é “a causa única” de tudo, mas com frequência piora sintomas, descompensa doenças e aumenta o risco quando vira estresse crônico, especialmente junto de sono ruim, sedentarismo, alimentação inadequada e uso de álcool e tabaco.

Seguem exemplos de doenças impactadas pelo estresse:

  • Coração e vasos: piora da hipertensão, palpitações, taquicardia, aumento do risco cardiovascular ao longo do tempo.
  • Gastrointestinal: refluxo, dispepsia (azia e queimação), síndrome do intestino irritável.
  • Sono: insônia e sono não reparador.
  • Saúde mental: ansiedade (incluindo pânico), depressão, burnout, abuso de álcool e outras substâncias.
  • Dor e músculo-esquelético: cefaléia tensional e enxaqueca (gatilhos), dor cervical e lombar, apertamento dos dentes e DTM (distúrbio temporomandibular), piora de fibromialgia em quem já tem.
  • Pele: piora da psoríase, dermatites, urticária; queda de cabelo após estresse intenso.

Fatores protetores: o seu “sistema imunológico emocional”

O objetivo não é ser imune a emoções, e sim aumentar sua capacidade de resposta e tentar evitar o adoecimento.

O que está nas suas mãos é a possibilidade de fortalecimento dos fatores protetores, para que eles superem os fatores estressores. Esse processo de aprendizagem deve ser construído ao longo da vida.

Os principais fatores protetores são: 

  • Espiritualidade e sentido de vida
  • Atividade física e movimento
  • Sono adequado
  • Boa alimentação
  • Lazer e relacionamentos positivos (apoio social)
  • Suporte de profissionais de saúde (terapia e medicamentos)
  • Boa autoestima
  • Gestão do tempo e produtividade
  • Inteligência emocional

O Programa de Saúde Emocional LifeSkills tem como principal objetivo desenvolver as habilidades relacionadas à inteligência emocional.

Trata-se de uma metodologia que o ajuda a utilizar seus recursos para lidar com o estresse e ter mais equilíbrio emocional, mais saúde, ser mais produtivo e cultivar melhores relacionamentos.

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Esse conteúdo educativo é apenas informativo e não substitui a orientação de um profissional de saúde.

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